O clássico arcade Mappy, de 1983, recebeu uma nova conversão para Commodore 64 assinada pelo desenvolvedor charger0277. A versão foi colocada em distribuição como imagem de disco (.d64) e imagem de cartucho (.crt), mas diferencia-se do software “stock” por exigir uma unidade de expansão de memória — uma REU (RAM Expansion Unit) de 1 MB.
Formato e compatibilidade
O port foi pensado para rodar tanto em expansões físicas de hardware quanto em dispositivos “ultimate” e em ambientes emulados que ofereçam suporte à REU. O arquivo entregue é unificado e, ao iniciar, detecta automaticamente se está em um sistema europeu (PAL) ou americano (NTSC), ajustando-se conforme o padrão de vídeo do equipamento.
O jogo
No jogo, o jogador controla Mappy, um rato-policial encarregado de invadir uma mansão de vários andares para recuperar objetos roubados de uma gangue de gatos. A ação acontece em seis andares distintos, nos quais o personagem salta em trampolins para transitar entre níveis, utiliza portas normais e portas “micro-ondas” para atordoar inimigos e deve coletar pares de itens correspondentes para aumentar a pontuação de bônus. Entre os antagonistas estão o gato chefe vermelho Goro (conhecido originalmente como Nyamco) e diversos gatos azuis Meowky, mais ágeis.
Por que a REU é necessária
Segundo as informações técnicas disponibilizadas, o Commodore 64 dispõe de apenas 64 KB de memória para tudo — programa, dados, gráficos e tela. Para obter uma rolagem suave na tela é preciso trabalhar com duas telas em memória: enquanto uma é exibida, a outra é preparada. Essas telas consomem cerca de 22 KB; o programa principal ocupa cerca de 30 KB. A REU é utilizada para armazenar o restante do conteúdo necessário (aproximadamente 250 KB), incluindo as plantas das casas, músicas, telas, a fase de bônus e trechos do programa que são carregados quando necessários.
Além disso, a REU tem a capacidade de copiar blocos de memória de forma independente e muito mais rápida que o processador — cerca de dez vezes mais rápido, segundo a descrição. No método adotado pelo autor, toda a casa é desenhada dentro da REU e, quando a tela precisa rolar, as novas linhas já chegam prontas para serem exibidas, permitindo uma experiência mais fluida do que seria possível apenas com a RAM interna do C64.
O lançamento está disponível nas duas imagens citadas (.d64 e .crt), adequadas tanto para quem utiliza hardware original com REU quanto para usuários de soluções modernas ou emulação compatível.
Fonte: Indie Retro News
