A versão de Game Boy de Earthworm Jim, originalmente convertida por Eurocom em 1995 a partir do jogo de 16 bits de 1994, ganhou um relançamento em cartucho para o Chromatic, da ModRetro. À primeira vista isso pode parecer um movimento arriscado — hoje é fácil rodar a edição de Mega Drive em dispositivos portáteis —, mas a análise do relançamento destaca que a conversão para 8 bits se saiu melhor do que muitos esperavam.

Do 16-bit ao 8-bit

Converter um título relativamente sofisticado de 16 bits para o hardware limitado do Game Boy parecia improvável, mas a adaptação de Eurocom consegue reproduzir o controle e a sensação da versão original. Os comandos são elogiados pela resposta e a maneira como o protagonista se movimenta lembra as iterações de 16 bits. As mecânicas às vezes continuam curiosas ou de tempo exato, porém a limitação a dois botões e uma interface mais simples torna certas soluções de progressão até mais intuitivas.

Tela de Earthworm Jim na versão de Game Boy
Earthworm Jim na versão de Game Boy relançada para o Chromatic. Imagem: Old School Gamer Magazine

Limites do Game Boy e o papel do Chromatic

A própria natureza do Game Boy de meados dos anos 90 impôs problemas que escapavam ao estúdio: sem backlight nas unidades da época, os detalhes visuais do jogo ficavam difíceis de distinguir, o que atrapalha resolver enigmas ou identificar perigo na tela. A necessidade de pilhas e a quantidade relativamente grande de fases — treze no total — também vinham em choque com a experiência portátil tradicional.

O hardware do Chromatic, segundo a análise, resolve os problemas técnicos de leitura do jogo, tornando a experiência mais acessível sem alterar a jogabilidade original. Em sessões no Super Game Boy é possível notar que a versão do jogo conta com uma paleta customizada que ajuda a distinguir Jim do cenário, embora não haja uma borda personalizada.

Seletor de fases desbloqueável e dificuldade

Uma modificação de software feita pela ModRetro se destaca: o cartucho implementa um seletor de fases desbloqueável que usa a bateria de salvamento. Cada estágio alcançado é registrado e passa a estar disponível no menu de seleção, permitindo retomar de fases avançadas sem refazer todo o jogo. A mudança atenua a dureza de certos trechos sem eliminar o desafio por completo.

Outra tela de Earthworm Jim na versão de Game Boy
Mais uma fase de Earthworm Jim no Chromatic. Imagem: Old School Gamer Magazine

Há, no entanto, uma ressalva: a fase final, Buttville, só é adicionada ao seletor se o jogador vencer Elevator na mesma sessão. Elevator é apontada como a pior fase desta conversão, por conta de pontos onde é fácil ficar preso em espinhos, o que obriga repetir trechos anteriores e aumenta a frustração — algo que, para o revisor, faz parte da experiência autêntica de Earthworm Jim.

Glitches e material complementar

A análise relata um incidente no nível Pod Race em que um bug aparente ocorreu possivelmente ao quebrar o vidro ao mesmo tempo em que o cronômetro zerou. Apesar disso, foi possível prosseguir e vencer o chefe Bob the Goldfish sem reproduzir o erro deliberadamente.

Como item físico adicional, o manual incluso foi elogiado: trata-se essencialmente do manual original agora em cores, com o humor e a história irreverente que caracterizam o jogo.

Em resumo, a leitura disponível considera que a edição para Chromatic preserva a essência e a dificuldade da versão de Game Boy, ao mesmo tempo em que introduz uma conveniência prática através do seletor de fases desbloqueável — sem apagar os pontos mais desafiadores da jornada.

Fonte: Old School Gamer Magazine

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