O clássico da Nintendo The Legend of Zelda está sendo levado para o Commodore 64 por um projeto liderado pelo desenvolvedor conhecido como Goldfinger. A base deste port é o código Assembly comentado de Aldo Núñez disponível no GitHub, que Goldfinger tem usado para adaptar a aventura ao hardware do C64.

Desenvolvimento e objetivo técnico

O objetivo do projeto é colocar o jogo em um cartucho EasyFlash 3. A versão atual do port ultrapassa ligeiramente o limite de 128 KB da versão original do NES, mas o próprio desenvolvedor planeja otimizar o código para recuperar esse espaço durante o processo de desenvolvimento.

Recursos já implementados

Entre as funcionalidades já confirmadas estão detecção automática NTSC e PAL, um overworld completo, níveis de masmorras, salas com rolagem, telas de itens funcionais e salvamento de progresso diretamente no cartucho. O port também traz música, efeitos sonoros e uma introdução em attract mode (a demonstração que roda antes da partida) fiel à original. Também já dá para criar o personagem nos arquivos de salvamento, como no jogo original.

Desempenho e testes

Segundo o criador, existem ainda alguns pequenos bugs a serem corrigidos durante playtests futuros, mas a velocidade do jogo está, em termos gerais, equivalente à da versão do NES. Goldfinger observa também a possibilidade de que a versão para C64 funcione sem slowdown, situação que nem sempre acontece no hardware original do NES.

Funcionalidades planejadas e limitações legais

Como meta futura, o desenvolvedor pretende implementar suporte nativo a discos 1541 para reproduzir a experiência do lançamento original do jogo no Famicom Disk System (o formato em disco utilizado pela Nintendo no Japão). No entanto, a publicação oficial do código-fonte completo — algo que Goldfinger gostaria de liberar para que a comunidade possa melhorar ou reaproveitar o motor — enfrenta uma questão importante: direitos autorais da Nintendo. Essa preocupação com a propriedade intelectual pode impedir o lançamento público do código.

Segundo a ficha do projeto no CSdb, o port não contém conteúdo gerado por IA.

O desenvolvimento continua, com ajustes de memória e correções de bugs pela frente, além da questão legal. As novidades são publicadas em um fórum, e a versão atual já pode ser baixada.

Fonte: Indie Retro News

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