O desenvolvedor Tito, do canal Macho Nacho Productions, publicou um vídeo mostrando o projeto NESCD, uma proposta de expansão que adiciona suporte a CD-ROM ao Nintendo Entertainment System original.

Como funciona o NESCD

O NESCD é essencialmente uma placa customizada equipada com um RP2350B que se conecta a um drive IDE de CD-ROM. A placa também se conecta à porta “USB developer’s port” de um Everdrive — um cartucho moderno usado para executar ROMs no hardware original. Com isso, o sistema roda ROMs do NES modificadas para tirar proveito do CD, incluindo trilhas sonoras em qualidade de CD. O projeto ainda demonstra reprodução de FMV (full-motion video), limitada às capacidades do próprio hardware do NES.

Comparação com outras soluções

Bob, do RetroRGB, resume o NESCD como uma espécie de “MSU-1 para o NES”. MSU-1 é uma expansão de áudio conhecida no cenário de homebrew para Super Nintendo que permite trilhas em qualidade de CD e reprodução de dados adicionais; a analogia ajuda a entender que o NESCD busca oferecer ao NES áudio de alta qualidade e dados extras lidos do CD.

Contexto histórico

Tito observa no vídeo que, tecnicamente, algo do tipo teria sido possível na época do NES, já que os acessórios de CD para consoles começavam a surgir com o PC Engine CD-ROM. Para Bob, se isso tivesse acontecido nos anos 1980, provavelmente seria um produto só do Japão, com visual quase idêntico ao do Famicom Disk System, mas com um drive de CD no lugar do leitor de disquetes. Ele chegou a montar no Krita uma imagem conceitual bem-humorada da ideia.

Montagem conceitual de um Famicom com drive de CD
Montagem conceitual feita por Bob, do RetroRGB, imaginando como seria um acessório de CD para o Famicom. Imagem: RetroRGB

O vídeo publicado pelo criador mostra o NESCD em funcionamento e traz comentários sobre limitações e possibilidades, sem alegar que se trata de um produto comercial finalizado.

Para quem acompanha projetos de hardware e homebrew voltados a consoles clássicos, o NESCD funciona como um experimento interessante sobre como mídias óticas poderiam ter sido integradas ao ecossistema do NES, respeitando as limitações técnicas do console.

O código do projeto está disponível no GitHub.

Fonte: RetroRGB

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