ZX Spectrum Next – entrevista com os autores

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Pessoal,

É com imenso prazer que convidamos os envolvidos no time do ZX Spectrum Next (Victor Trucco , Fábio Belavenuto e Henrique Olifiers) para uma entrevista pro escrito, contando um pouco mais sobre o mais recente projeto deles: o ZX Spectrum Next!

DIVIRTAM-SE!

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Entrevistado: Fábio Belavenuto                     belavenuto

Belavenuto, é até difícil te entrevistar, até pela proximidade física (moramos na mesma cidade, lembram?) e porque nos encontramos praticamente toda semana para falar ou fazer algo relacionado à retrocomputação. Mas, fale para nossos leitores, como foi seu contato com a retrocomputação e um pouco da sua história com relação ao ZX Spectrum.

Quando criança meu pai comprou um TK3000//e para o trabalho, que foi o primeiro micro que tive contato. Em relação ao ZX Spectrum, só conhecia os clones nacionais (TK90X e TK95) das revistas. Somente mais tarde que consegui adquirir um TK90X e pude aprender mais sobre a sua arquitetura.

Quem introduziu o ZX Spectrum em você? (kkkkk piada interna!)…
Mas agora fala sério, quem foi que lhe apresentou de volta ao ZX Spectrum e a problemática da ULA?

Em 2011 conheci o Emerson Cavallari pessoalmente e ele me apresentou a plataforma. Soube por ele a dificuldade de se adquirir o chip custom original e as tentativas de clone na china.

Belavenuto, e a questão da ULA do TK90x? Fale um pouco sobre isso, o tempo de desenvolvimento, etc. e se isso tem relação com o TBBLUE.

O nosso amigo Victor Trucco começou o projeto de clonagem da ULA do TK90X (diferente da ULA do ZX Spectrum) em chips CPLD (Complex Programable Logic Device) na tentativa de termos um substituto para o original, e eu solicitei uma parceria com ele para eu poder ajudar e aprender no processo também. Conseguimos concluir o protótipo funcional em 1 mês e temos agora um substituto dando uma sobrevida para o TK90X. O TBBlue veio da ideia de clonar o ZX Spectrum inteiro e seus periféricos em um FPGA como já existiam para outros projetos, como o OCM (One-chip MSX).

E sobre o Next? Como foi a ideia?

A ideia veio do Victor Trucco que já pensava em produzir um ZX Spectrum novo. Como o projeto TBBlue saiu do papel e ficou estável, foi o candidato perfeito para um novo ZX Spectrum.

Em que situação de desenvolvimento encontra-se o projeto Next hoje? Digo em questão de hardware, está 100% pronto? Ainda há coisas a serem feitas? Vocês tem uma noção de tempo que levaram para concluir o projeto TBBLUE? E o Next?

O Next hoje está 99% concluído em relação ao seu hardware. Como o TBBlue já está estável e funcionando a algum tempo, o que falta é realmente produzir a placa final, gabinete e teclado caso o Crowfunding dê certo. Falta a parte da saída HDMI, que foi uma exigência para o Next, e está sendo desenvolvida com a ajuda de uma placa Raspberry Pi Zero, que será opcional aos usuários que comprarem o Next. O TBBlue demorou cerca de um ano para chegar na estabilidade que está e em relação ao Next calculamos que demorará uns 6 meses para ter todas as unidades entregues caso o Crowfunding dê certo.

Quais são as diferenças técnicas entre o TBBLUE e o NEXT (além do case, claro!).

As diferenças técnicas são mínimas. São em relação a forma de construção, que será industrial e a saída HDMI que é opcional e exclusiva do Next.

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Entrevistado: Victor Trucco                               trucco

 

Como surgiu a ideia do desenvolvimento do TBBLUE

 

Alguns anos atrás eu tinha desenhado um clone de Spectrum completamente com CIs “de prateleira”, o TKBlue. “TK” por razões obvias, “Blue” que quase sempre adiciono aos projetos por causa da cor das minhas placas .
Coincidentemente nesta época começou a se falar da necessidade de clone de ULA para o TK90X, inclusive com envio do CI para os chineses analisarem (não foi você, Emerson?).
Na prática eu não curtia a ideia de fazer fora e sabia que poderia  ser feito, então numa manhã retirei o “excedente” do que seria o TKBlue e publiquei como versão alfa de uma ULA de TK90X, anunciando o inicio do estudo para a clonagem em CPLD e um ou dois dias dias o Fabio me escreveu perguntando se poderia ajudar no projeto.
Coincidiu de eu ter o CPLD da Xilinx e ele o da Altera, então podíamos atacar as duas frentes ao mesmo tempo. Cerca de um mês depois tudo estava pronto e publicado no meu site.
Com a ULA pronta e agora debugada, eu tinha idéia de voltar novamente ao TKBlue como um produto final, pronto para ser usado dentro de uma caixa de TK90X, mas dada a dificuldade de encaixar todos os componentes, uns 60 CIs e com o pouco tempo livre, eu só trabalhava na placa alguns minutos por dia e ela de fato nunca ficou pronta, apesar de inclusive eu ter construido cerca de 1/3 do protótipo à mão.
Após um encontro do Clube TK, em 2013, lembro que o Nelson Gomes emprestou ao Belavenuto uma placa de desenvolvimento DE-1.
Alguns dias depois o Fabio me chamou e mostrou a placa funcionando com o que seria a primeira versão do TKBlue, mas totalmente em FPGA. Na verdade MESMO eu não gostava da idéia e queria produzir algo com peças comuns, mas a facilidade e velocidade de debug que o FPGA proporcionava, acabaram me seduzindo.
Neste dia eu renomei o projeto para “TB”, de Trucco-Belavenuto e assim nasceu então de fato a primeira versão do TBBlue, no final de 2013.

 

O que levou vocês a pensarem no NEXT depois do TBBLUE?

 

O Next surgiu depois de uma conversa em Novembro passado com o Henrique Olifiers. Expliquei algumas coisas que eu estava trabalhando, inclusive na finalização da minha versão do TBBlue (a do Fabio foi lançada um ano antes).
Eu queria fazer algo em crowdfunding e a principio imaginei o Odytari, um clone hibrido de Atari e Odyssey, mas ele se interessou em ouvir mais sobre o TBBlue. Ele conhecia algumas pessoas na Sky
(hoje detentora da marca Amstrad, que era dona da Sinclair) e poderia conversar para tentar o licenciamento.

 

Então O Zx Spectrum Next é um produto licenciado?

 

Sim. O Olifiers está a frente do Bossa Studios que faz desenvolvimento de jogos em UK e poucas semanas antes da nossa conversa tinha conhecido algumas pessoas graúdas da Sky do Reino Unido. Então ele acionou os contatos e após alguns trocas de e-mails acabamos conhecendo a pessoa que “resolvia” quanto aos assuntos da Amstrad.
Após uma breve introdução ele entendeu o que a gente precisava e comentou que já tinha feito isso antes (Spectrum Vega provavelmente?), então foi bem simples de conseguir a licença de uso das marcas, logos e da propriedade intelectual (manual e ROMs), ou seja, tudo “da época”.
O passo seguinte foi contactar o Rick Dickinson. No Google vimos que ele estava na ativa e depois de ouvir sobre a nossa ideia, topou INSTANTANEAMENTE participar, criando o design do novo micro.
Qual é a sua relação com o Henrique Olifiers?
Eu conheço o Henrique há exatos 31 anos. Naquela época eram bem raras as pessoas que tinham um TK90X (clone brasileiro do Spectrum 48k), ainda mais em uma cidade do interior.
Certa vez, eu com 12 anos na época, vi um cartão escrito à mão pregado num quadro de cortiça de uma loja de informática da época (provavelmente era a única da cidade).
O anuncio dizia algo do tipo “Vende-se ou troca-se programas de TK90X”. Peguei o telefone, mas quem entrou em contato com ele foi um amigo meu (agora não me recordo do nome dele, não o vejo ha muito tempo).
Ele foi na casa do Henrique, que inclusive era bem perto da minha, mas eu só fui na final da semana seguinte.
Após as apresentações iniciais, ele começou a me mostrar a coleção de software disponível, provavelmente fiz o mesmo, não lembro desse detalhe, mas lembro claramente do “Quiosque do James”, provavelmente o primeiro jogo de autoria do Henrique. Ele mostrava com orgulho o sujeito da banquinha de limonada,
onde você definia o preço e a quantidade de limonada que iria fazer, porém as vezes ficava calor ou o tempo ficava TEMPESTUOSO (wtf???) e você tinha lucro ou prejuízo.
Mas enfim, após aquele dia voltei na casa dele centenas e centenas de vezes, mesmo porque era muito próximo e vez ou outra tivemos momentos de inspiração.
Uma das nossas experiencias bem sucedidas foi com uma placa aceleradora e de memória de um Amiga 2000, quando tinhamos cerca de 16-18 anos.
Ele tinha recebido a placa como pagamento de um trabalho e não sabia o que fazer.
À mão tínhamos um antiga Amiga 500 e passamos alguns minutos olhando o manual do micro (vinha com esquemas nessa época) e de alguma maneira chegamos a conclusão que era possivel ser feito, uma placa de Amiga 2000 em um Amiga 500! Soldamos dúzias e dúzias de fios entre a placa e o micro, e FUNCIONOU DE PRIMEIRA!
Acho que esse deve ter sido o meu primeiro mod “sério” em eletrônica. Dai, a placa mãe do Amiga 500 foi aparafusada numa chapa de madeira ao lado da placa aceleradora com um bando de fio.
A caixa do Amiga 500 foi serrada ao meio e virou um teclado com cabo flat, semelhante aos PCs da época. Uns anos depois perguntei a ele sobre o micro e continuava funcionando!
Os caminhos se separaram por causas diversas, mas nos reencontramos alguns anos depois quando ele me chamou para trabalhar com programação numa empresa onde ele editava um revista eletronica sobre jogos.
Parte dessa empresa se separou e virou a, ainda na ativa, Finalboss onde eu fiquei por quase 15 anos, apesar do Henrique ter saído para trabalhar em UK muitos anos antes.

 

Victor, por que o desenvolvimento e o gerenciamento da produção e logística em UK e não no BR?

 

Como é um projeto que será financiado por usuários, despachar a partir do Brasil ficaria muito caro para consumidores finais na Europa, onde a base de fãs ainda é enorme.
Não cheguei a comparar minimamento todos os preços, mas tenho certeza que toda a produção sendo feita em UK é mais barato do que no Brasil, o que vai ainda ajudar a ter um preço mais atraente por unidade e consequentemente mais participações na campanha.
Como base para comparação, no caso da minha versão de TBBlue eu entreguei 150, com um possivel potencial para 200-250 se eu tivesse optado por entregar o micro completo.
Eu vendia apenas a placa base e o usuario final tinha que providenciar a compra do FPGA lá fora e isso possivelmente assustou muita gente, então, num chute, eu diria que poderia ter mais 50% de compradores.
Veja que mesmo o dobro disso, 500 unidades, ainda seriam insuficientes pra um projeto dessa magnitude, que envolve gastos GIGANTES.
Então a posição estratégica de UK na Europa é um centro de distribuição perfeito, aliado com a enorme quantidade de potenciais usuários que estão próximos, diminuindo os custos do envio e potencializando o sucesso da campanha.
E convenhamos, saber que a distribuição será feita a partir de UK, berço da Sinclair, é bem mais animador do que sair de um canto qualquer da America Latina.

 

O firmware terá código aberto? Qualquer um poderá mexer nesse código?

 

Sim, 100% aberto! Quando digo 100% me refiro logicamente a parte que fizemos no FPGA. Por exemplo não vamos fornecer codigo fonte das ROMs, mesmo porque isso nem deve existir mais.
Também não forneceremos códigos de terceiros, como o ESXDOS. Mas quanto ao funcionamento em si do Next, qualquer pessoa com conhecimento de FPGA e VHDL poderá baixar ferramentas gratuitas de desenvolvimento e testar suas próprias mudanças no hardware e certamente as melhores contibuições estarão nos firmwares oficiais.

 

 A placa (somente a placa) será vendida via crowdfunding também? Se eu tenho um case de ZX SPECTRUM 48 e quiser só a placa do Next, será possível? A placa encaixa perfeitamente? E os conectores? Precisarão de alguma adaptação no case?

 

Sim, inclusive essa foi a primeira exigência que fiz ao Rick Dickinson, a qual inclusive ele não gostou muito! Ele tinha total liberdade para criar o que quisesse, porém teria que ser retro-compativel (a medida do possivel, logicamente) com a caixa antiga do ZX Spectrum 48k.
Então, para ajudar a campanha, placas mães estarão disponiveis e provavelmente custarão apenas a metade do preço do Next completo, porém algum trabalho de adaptação será necessário, como o corte do plastico e algumas furações na caixa.
Certamente trabalho que os “faça-você-mesmo” irão adorar!

 

A sua conversa inicial com o Henrique foi em Novembro. Por que demorou tanto para vir à público? Havia um motivo específico (problema técnico, etc.) que estivesse impedindo vocês de divulgar?

 

O próprio Rick demorou para fazer o design e a época do ano também nao ajudou. Falamos inicialmente em Novembro, mas até acharmos a pessoa e a Sky dar ok, para depois iniciar a conversa com o Rick ja era Dezembro, fim do ano, festas… Depois tivemos a (desagradavel) surpresa do Vega+ onde soubemos que o Rick estava envolvido com a criação deles.
Então, eu chuto que ele só começou a trabalhar nisso após o Vega+, entre fevereiro e março. A data do anúncio oficial, 30 de abril, que coincidentemente era meu aniversário,
foi estratégica por causa da Play Expo Blackpool, uma feira grande de entretenimento eletrônico em UK, que na minha percepção parece um Campus Party misturada com uma E3, mas como nunca fui em uma posso estar errado.
O Henrique foi convidado para ser palestrante, então era a data perfeita para o anúncio, já que a mídia em geral já estaria mesmo de olho na feira. Isso também serviu pra distanciar um pouco da campanha do Vega+ porque provavelmente uma “briga” por atenção não iria ser bom nem pra gente e nem pra eles.

 

Pelo que entendi, a parte técnica ficou toda com você e com o Belavenuto. A parte de produção do Case, gerenciamento dos pagamentos, logística de entrega, etc. Poderia explicar melhor a participação de cada um no projeto?

 

Eu e Belavenuto vamos fazer o hardware e firmware acontecer. Faremos o desenvolvimento e correções de eventuais bugs no software ou firmware, além de desenhar a versão final da placa a ser produzida.
Certamente faremos algumas PCIs por aqui para testes finais de bancada, mas todas as outras serão produzidas em UK.
O Olifiers trata da parte administrativa e burocrática e uma empresa foi criada em UK pra isso, a SpecNext Ltd.  O Rick Dickinson além do design vai supervisionar a produção do plástico, garantindo a qualidade final do teclado que ele desenhou.

 

Quais as especificações técnicas do Next?

 

Processador Z80 com modos 3.5Mhz e 7Mhz  (implementado no FPGA)
512Kb de RAM
Compatível com ULAplus
Saída de vídeo RGB, VGA e mini HDMI
Slot p/ cartão SD com DivMMC
Suporte à fita cassete – portas EAR e MIC para carga e salva em cassete
Áudio com saída stereo.
Joystick com DB9 compatível com Interface 1 ou 2
porta PS2 p/ Mouse com modo de emulação Kempston ou teclado externo.
Funcionalidade extra da Multiface para acesso da memória, jogos gravados, dicas, etc.
Porta de Barramento (Expansão) original do ZX Spectrum

 

Concluído o crowdfunding, há uma previsão de tempo para o envio do equipamento? Quanto tempo?

 

Prospectamos algumas empresas e a média de tempo entre o fim da campanha, que deve demorar entre 45 e 60 dias, e entrega das primeiras unidades, ficou avaliado entre 2 a 3 meses.
Supondo então que comecemos a campanha em Junho e ela obtiver sucesso, provavelmente os primeiros estarão recebendo em setembro, se tudo correr bem.

 

Para o pessoal do Brasil haverá uma alternativa de produção local, visando reduzir tempo de entrega e custos de importação?

 

Não vejo chance de ser produzido localmente. Seria inviável o envio pra cá do “molde” da injeção do plástico e mesmo caixas plasticas vazias, pelo volume, não compensariam ser enviadas.
Talvez a parte impressa, caixa de papelão, manuais e afins pudesse ser feito diretamente por aqui. A placa mãe talvez também, mas o custo de produção lá fora ainda é substancialmente mais baixo que o Brasil.
Enfim, na minha visão, isso ficaria mais caro que importar legalmente, talvez até o dobro!
A esperança é, se alguém forte do varejo com facilidade de desembaraçar a aduana, fizer essa importação e colocar em loja de rua.
Quem sabe veremos um ZX Spectrum Next na loja de departamentos dos grandes shoppings?

 

Quais serão as opções do Next? Tem configurações diferentes? Preços diferentes? etc?

 

“Configurações” diferentes, não. Cores diferentes, mas os hardware exatamente iguais.
Essencialmente será o “padrão” preto completo na caixa e provavelmente haverá uma pequena diferença de preço no branco para pagar a produção extra.
Além disso será possivel comprar a placa-mãe para embutir em casa no seu gabinete de Spectrum 48k e compatíveis e opção de comprar somente a caixa plastica para você colocar seu micro antigo de roupa nova.

 

Deixe sua mensagem final para nossos leitores

 

Como já disse anteriormente, sinto muitíssimo por não poder fazer este projeto diretamente para os usuários aqui do Brasil, devido aos custos envolvidos, simplesmente não é possível.
Aos que não puderem participar comprando a máquina, peço que ajudem na sua divulgação, principalmente na época que iniciar a campanha.
Lembrando que com este projeto estamos colocando o Brasil no cenário da retro-computação!
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Entrevistado: Henrique Olifiers            olifiers
Olá Henrique! Por favor, conte um pouco do seu relacionamento de amizade com Victor Trucco, qual seu papel no time do ZX Spectrum Next e qual alcance vocês pretendem com ele.

Oi Emerson!

Eu conheço o Victor há mais de 30 anos. Ambos morávamos em Petrópolis, uma cidade do interior do Rio de Janeiro, e visto que naquela época os micreiros eram relativamente raros, nosso encontro foi proporcionado pela necessidade dos poucos se reunirem e se ajudarem para tocar nossa paixão pelo velho TK-90X.

Desde então me tornei um fã dos projetos do Trucco. Ele é um dos mais talentosos hardware hackers que conheço, capaz de driblar o impossível com meio metro de fio e alguns flip-flops.

Em particular, a paciência dele com minhas sugestões mal-informadas é digna de canonização. Por algum motivo bizarro, minha limitada compreensão do que é possível eventualmente leva o Trucco a pensar em soluções para problemas que ninguém consideraria. Acabamos por formar uma dupla bacana.

Meu papel no Spectrum Next é basicamente o que faço melhor: unir diferentes talentos para criar algo mais, especial. Eu simplesmente ajudo os cérebros por trás do projeto a mirar um pouco mais alto, criando mais trabalho para todo mundo. Mas no final, espero que o resultado do esforço extra acabe por valer a pena!

O resultado do anúncio do Spectrum Next ultrapassou todas as nossas expectativas. Milhares de pessoas ao redor do mundo se cadastraram no site, o Twitter explodiu, a grupo do Facebook não pára de nos enviar perguntas e sugestões. Isso facilitou imensamente o contato com heróis da retro-scene, pessoas com quem contamos para nos ajudar a levar o Next para um ponto ainda mais elevado.

É muito difícil estimar o quanto ele será popular, se os números atuais são uma boa indicação, será sensacional. Os principais países são UK, Rússia, Brasil e Espanha, mas há fãs literalmente de todos os cantos do planeta, da Hungria a Argentina. Não chegaremos aos milhões do original… Mas o que vale é a paixão e entusiasmo concentrado daqueles que estão loucos para botar as mãos no Next. E essa é a nossa missão!

Site para pré-cadastro no crowdfunding:
Grupo oficial no Facebook

Publicado em: 09/05/2016

6 thoughts on “ZX Spectrum Next – entrevista com os autores

    1. Olá Paulo!
      Estamos trabalhando na versão em inglês e ela será lançada ainda hoje. Então, peço que envie o link para o site Vintage já da entrevista traduzida.

  1. Ótima entrevista, parabéns a todos os envolvidos. Quanto ao projeto, não tem nem o que dizer, simplesmente sensacional!

    1. Obrigado! Deu uma trabalheira juntar o material e traduzir mas é recompensador receber elogios!
      E sobre o projeto, realmente fantástico!

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